Diversificar os mercados e a oferta faz parte dos objetivos da empresa de confeção de vestuário de desporto, que aposta na qualidade da produção e na durabilidade dos produtos que saem das suas instalações para evoluir no futuro.
A confeção de vestuário de desporto ocupa grande parte da produção da WAT, que faz ainda swimwear e vestuário casual, «porque às vezes os clientes também nos pedem uma coisa mais simples e nós, obviamente, fazemos», indica Júlia Soares, area manager da empresa. Até porque, sublinha, «estamos sempre abertos a desafios».
Sem marca própria no horizonte, o foco está todo na produção para terceiros, normalmente marcas. «O que fazemos é dar todo o apoio ao cliente desde o sourcing das malhas e acessórios. Também damos a nossa perspetiva a nível de especificações técnicas das peças, mediante cada desporto», explica Júlia Soares.
A mudança de mentalidades, como a maior atenção à atividade física, e o athleisure, que impulsionou a utilização de vestuário de desporto nas saídas do dia a dia, têm beneficiado o mercado do vestuário de desporto. Na sustentabilidade, embora a empresa esteja a integrar matérias-primas recicladas, o foco está na durabilidade. «O cliente procura, sobretudo, um produto bom e que dure. É a maior sustentabilidade que se pode ter num produto», acredita a area manager da empresa, que trabalha essencialmente para o segmento médio-alto. «A pessoa que realmente está preocupada com sustentabilidade vai querer comprar uma peça que dure ao longo do tempo», resume.
As feiras fazem parte da estratégia da WAT, que, depois da paragem obrigatória provocada pelo covid, tem estado em certames como a Magic Las Vegas, nos EUA, a Source Fashion, no Reino Unido, e a Première Vision, em França. «As feiras sempre foram uma aposta da empresa, até porque o nosso mercado é 100% exportação», refere.
A Europa, com destaque para o Reino Unido, França, Alemanha e Noruega, e os EUA são os principais destinos dos produtos feitos pela WAT, que sente alguma retração nos mercados. «Estão a fazer encomendas muito em cima da hora. As pessoas estão com medo e o que é menos urgente, neste caso a roupa, acaba por sofrer mais», reconhece. «Mesmo assim, não nos podemos queixar», assegura Júlia Soares, embora reconheça que «a faturação baixou, como baixou para toda a gente».
Os projetos para o futuro incluem «continuar a explorar mais países, exportar para mercados diferentes, crescer na parte da tecnologia e da variedade de produtos que podemos oferecer ao nosso cliente. Estamos sempre em busca dos melhores materiais, dos melhores acessórios e novas técnicas de estamparia. Queremos servir o melhor produto possível ao nosso cliente», conclui a area manager da WAT.
