26 de Janeiro, 2024 Pedro Soveral

Pitti Uomo com estreias nacionais

A feira italiana de moda masculina abre as portas amanhã com a presença de seis insígnias “made in Portugal”, incluindo as estreias da especialista em streetwear Qunto e da Bravian, a marca urban tech wear do Grupo Latino.

A Pitti Uomo, que decorre de 9 a 12 de janeiro, antecipa a presença de 835 marcas, 43% das quais estrangeiras, refere a organização. «A Pitti Uomo é, para todos os efeitos e propósitos, uma oportunidade imperdível para comparar notas, o que faz de Florença a cidade líder no sector das feiras de moda», destaca Raffaello Napoleone, CEO da Pitti Immagine. «Do nosso observatório especial, percebemos o desejo das marcas de estarem presentes em Florença para serem vistas e encontrarem-se com clientes internacionais. Nesse sentido, estamos confiantes na vasta participação de compradores internacionais», acrescenta.

De Portugal, estão presentes a Ambitious, a Bravian, a La Paz, a Qunto, a Sock Affairs e a Vandoma, as últimas cinco com o apoio do projeto 100%ModaPortugal.

No caso da Bravian, tal como da Qunto, será a estreia no certame italiano. «Esperamos com esta presença na Pitti Uomo provar que em Portugal temos marcas de moda com muita qualidade, não só em fabricação, mas também em design. Queremos promover a nossa marca em novos mercados e dar oportunidade de poderem ver e tocar nas nossas peças. Ao mesmo tempo, queremos ver o melhor que se está a fazer na moda neste momento, quais são as tendências e as marcas com selo de qualidade Pitti Uomo», explica, ao Portugal Têxtil, a gestora da marca, Andreia Silva.

Bravian [©Bravian]

Nascida em 2020 no seio do Grupo Latino, a marca assume conceito o urban tech wear, com a experiência do grupo na confeção de vestuário de proteção a fazer-se sentir nas propostas da marca para o outono-inverno 2024/2025, com uma coleção pautada por «hoodies e casacos cujo capuz que se transforma em balaklava com proteção contra a água e o vento, um set de calças e casaco cujo tecido é flame retardant, peças com enchimento Prima Loft, que apesar de serem bastante volumosas tem um peso pluma, bem como os nossos hoodies e sweats com design arrojado e que já se transformam num “must have” para os nossos clientes», revela Andreia Silva. Além disso, «a inspiração militar está sempre vincada nas nossas coleções e esta não foi diferente, com a utilização de acessórios militares e acabamentos, como por exemplo bolsos utilitários e fits cargo», acrescenta.

Já entre os repetentes, a La Paz aposta na nova coleção – que tem como conceito o silêncio – em «tecidos de lã que fazem lembrar os tempos antigos», assim como camisões com tecidos enrugados e algumas cores mais vivas», desvenda o cofundador André Bastos Teixeira.

Apesar de consciente de que a conjuntura atual poderá fazer com que seja «uma feira bastante difícil», a Pitti Uomo é um certame importante para a La Paz. «Como não temos agente em Itália é sempre importante a Pitti onde podemos estar com todos os nossos clientes que são daqui e também fazemos bons contactos com alguns clientes de várias partes do globo», sublinha André Bastos Teixeira. «Itália é um mercado bom para nós, embora seja um mercado exigente e com uma história têxtil muito rica e de alta qualidade. Por isso, é sempre bom saber que o que fazemos é reconhecido por alguns e isso faz-nos felizes. Esperamos que assim perdure e que consigamos crescer mais», destaca.

Também para a Vandoma a feira é interessante, sobretudo pelos contactos realizados com clientes de diferentes nacionalidades. «Curiosamente, o mercado italiano não é relevante para a Vandoma, mas esta feira em Itália é muito importante, por ser uma feira internacional. Os compradores vêm de todo o mundo, uma vez que se trata de uma feira de referência para as marcas», salienta Ana Lisa Sousa, sócia-gerente da António Manuel de Sousa, que detém a marca de acessórios de pescoço.

Para esta edição, a Vandoma irá levar gravatas, laços, écharpes e suspensórios com padrões vintage e tecidos mais rústicos e as perspetivas são positivas. «Temos boas expectativas para esta edição, uma vez que a Pitti Uomo de janeiro é mais relevante que a de junho, o que se costuma traduzir em maior número de compradores internacionais e notas de encomenda», conclui Ana Lisa Sousa.

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