31 de Janeiro, 2024 Pedro Soveral

FS Baby está mais sustentável

Matérias-primas orgânicas e recicladas fazem cada vez mais parte da oferta da marca de vestuário infantil, que tem vindo a incorporar este tipo de fibras para garantir um futuro melhor para os seus pequenos consumidores.

Embora os reciclados façam já parte da oferta da indústria da moda, não é fácil introduzir este tipo de fibra em vestuário para bebé, sublinha Rodney Duarte, gestor de vendas internacionais da FS Baby.

«São produtos interessantes, mas ainda não estão bem preparados para este segmento. A nossa prioridade é sempre o conforto e a segurança do bebé e, por vezes, há produtos deste tipo que são ou muito rugosos, ou simplesmente não funcionam para o nosso tipo de artigo», explica. «Tem sido uma área de inovação que tem vindo a crescer na empresa e que vai continuar a crescer, porque vamos continuar a apostar nisso, até porque a sustentabilidade é muito importante para o futuro dos nossos filhos», destaca.

Da coleção da marca própria para o outono-inverno 2024/2025, que a FS Baby apresentou nas feiras Pitti Bimbo, em Itália, e, mais recentemente, na FIMI, em Espanha, fazem parte essencialmente algodão orgânico e algodão convencional, usados em veludos e malhas.

Na área da sustentabilidade, a FS Baby, que também produz em private label, investiu igualmente em painéis solares e, no ano passado, em estamparia digital, um método mais amigo do ambiente e que permite um maior controlo da produção. «Já não dependemos de ninguém nesse aspeto», indica Rodney Duarte.

Com o volume de negócios, que ultrapassa um milhão de euros, a dividir-se entre a marca epónima (70%) e o private label (30%), as metas passam por continuar a crescer em ambas as dimensões.

«Temos vindo a crescer no private label», reconhece o gestor de vendas internacionais, que dá conta de um segmento de negócio recente nesta área. «Trabalhamos muito com os clubes de futebol em Portugal na produção da coleção de merchandising para bebé», revela Rodney Duarte. «Atualmente só trabalhamos com clubes nacionais, mas esperamos que esse portefólio nos ajude a ir mais além», confessa.

A procura também tem vindo a aumentar, embora o preço continue a ser um entrave. «Sentimos que os clientes querem fazer a produção mais perto, mas quando chega a parte do preço – que é quase o fator mais importante – é muito complicado. Acho que é um caminho a percorrer e as marcas terão de se adaptar a essa nova realidade», mais vincada após a pandemia, aponta o gestor de vendas internacionais da FS Baby.

Depois de um 2023 «normal», em que manteve as vendas face a 2022, o futuro da FS Baby, que emprega 25 pessoas, faz-se sem uma estratégia rígida, com flexibilidade para «ir ao sabor do vento», resume Rodney Duarte.

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