Afirmando-se no mercado pela sua aposta em peças de elevada durabilidade, feitas maioritariamente em 100% algodão, e com um design intemporal que resiste às mudanças de tendências, a Baby Gi tem registado um crescimento nas últimas estações, nomeadamente nos mercados italiano e britânico.
No Reino Unido, a marca registou um crescimento nas últimas estações, embora reconheça uma maior dificuldade no contexto económico atual. «Está tudo difícil, embora não tenhamos decrescido as vendas, pelo contrário. As lojas estão com bastantes dificuldades e sente-se alguma dificuldade financeira no mercado inglês, mas é um mercado que tem um potencial tremendo», acredita Alfredo Moreira, cofundador e co-CEO da Baby Gi. «Enquanto o mercado britânico continuar a mostrar potencial, mesmo com dificuldades, vamos manter a nossa aposta», afirma, sublinhando a importância de adaptar a estratégia de acordo com o desempenho das próximas coleções.
Em Itália, a coleção de inverno foi apresentada em feiras especializadas, como a Pitti Bimbo, onde, apesar de uma menor afluência de visitantes, a Baby Gi obteve um feedback positivo. Já em França, onde esteve presente pela primeira vez na Playtime, em julho, a marca, que tem clientes sobretudo no sul do país, está a tentar ganhar espaço, apoiada um agente.

«Continuamos a ser uma marca de nicho, que não segue tendências muito marcadas, mas que oferece um estilo intemporal e adaptável, mantendo-se fiel à sua identidade desde o início», explica Sónia Brito, cofundadora e designer da marca.
Com uma coleção composta em 70% por algodão e com uma pequena secção mais casual, a marca visa garantir o conforto e a durabilidade das suas peças, valorizadas por pais que procuram vestuário de qualidade que resista ao tempo e ao uso. «As nossas peças, pelo cuidado nos materiais e no processo de fabrico, mantêm-se como novas por muitos anos, podendo ser passadas entre irmãos e até entre gerações», acrescenta.
Para o futuro, a Baby Gi considera a possibilidade de expansão em novos mercados e uma revisão da estratégia, nomeadamente em termos da presença em feiras, que, em alguns casos, têm tido menos visitantes. «Quero perceber como as coisas estão a correr em termos de vendas, avaliar e, a partir daí, tomar decisões», conclui Alfredo Moreira.
